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Qual Consciência Negra queremos?

Novembro é considerado o mês da Consciência Negra, pois no dia 20 relembramos a morte de Zumbi dos Palmares, herói guerreiro, líder do Quilombo dos Palmares.

Defendemos que a discussão e o combate ao racismo seja realizada de forma contínua e planejada ao longo de todo o ano nas escolas, comunidades e Sindicatos. Contudo, reconhecemos que o mês de novembro é um momento singular para refletir, construir/consolidar saberes, iniciar/continuar ações políticas e pedagógicas de combate ao racismo.

Neste sentido, é importante perguntar: qual a importância de trabalharmos a temática no dia a dia da sala de aula? Qual o impacto do racismo na vida das crianças negras e da população em geral? De que forma as ações didáticas realizadas podem contribuir para a construção de uma consciência negra? O que é uma consciência negra? Qual consciência negra queremos?

Vivemos sob a égide do mito da democracia racial. Muitos acreditam que somos um exemplo de convivência pacífica
entre brancos e negros, contudo os dados estatísticos do IBGE desmentem esse mito. Mais de 60% da população de 7 a 14 anos que não frequenta a escola é negra. O índice de mortalidade infantil entre os indígenas é duas vezes maior do que a taxa nacional: 41 mortes para cada mil nascidos vivos contra 19/1000 no total da população. Isso sem mencionar a violência e o desemprego que atingem o povo negro brasileiro.

Na escola convivemos diariamente com práticas de racismo institucional que se materializam através de currículos que ignoram completamente as contribuições do negro e do índio para a ciência, tecnologia, história, economia e cultura. Se materializa ainda pela ausência de formação continuada permanente, de qualidade e que atinja todos educadores/as com vistas à implementação das leis 10.639/03 e 11.645/08.

Diante disso, queremos uma consciência negra que não se conforme e que se indigne com as injustiças, que lute junto com a classe trabalhadora em todas as frentes de combate ao racismo e que não se venda aos governos esquecendo-se da luta. Uma Consciência Negra que para os educadores tem que ser de raça e classe.

 

Quilombo Raça e Classe

 

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