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SIMPERE vai à Brasília dizer NÃO ao Acordo Coletivo Especial


A delegação do SIMPERE desembarcou em Brasília na última terça-feira (27) para participar do debate Nacional sobre o ACE (Acordo Coletivo Especial). A discussão foi chamada pela CSP-CONLUTAS, a CUT Pode Mais, AE Sindical, CNTA e CPERS/ Sindicato e aconteceu no gramado dos ministérios, no dia 28 de novembro. O evento contou com mais de 800 trabalhadores e trabalhadoras de 17 estados do país.

Na mesa estavam presentes  Zé Maria de Almeida pela CSP-CONLUTAS, o representante da  CUT Pode Mais, Alberto Ledur, o Beto, e o presidente da CTNA (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação), Artur Bueno. Esteve presente também o secretário-geral da Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), José Milton.

O ato foi aberto pela militante da Síria, Sara Al Suri, que lembrou aos presentes que a revolução em marcha no seu país é exatamente para construir espaços como esse que defendam os direitos dos trabalhadores sírios.  Sara também relatou a importância do papel de atuação da CSP-Conlutas para a internacionalização das lutas, pois os ataques aos trabalhadores são os mesmos.

Para o representante da CSP-CONLUTAS, Zé Maria,  o ACE, quanto à proposta de substituição do Fator Previdenciário, em tramite no Congresso o Fator 85/95, são apresentados como benefícios para a classe trabalhadora, mas não é verdade. “Esse ato comprova o oposto, pois aqui está boa parte da classe trabalhadora contrária a esses projetos”, disse ele.

Já para Zé Milton, o Acordo é um absurdo, “como se não bastasse, além de ter que lutar contra os projetos do Governo Dilma e seus aliados, Senado e Câmara de deputados, agora vamos ter que lutar contra um projeto proposto por um sindicato de trabalhadores ” afirmou o representante da CONDSEF.

Durante a intervenção do Beto ele colocou que a cartilha sobre o ACE, produzida pelo  Sindicato dos Metalúrgicos do ABC  (SMABC), é uma demostração de conciliação de classe, “essa cartilha é um grande exemplo de conciliação de classe que remonta à proposta que FHC tentou aprovar e não conseguiu”.

O SIMPERE foi representado durante o evento pela professora e diretora do sindicato, Claudia Ribeiro. Durante sua fala ela enfatizou a necessidade da unidade da classe trabalhadora. “É preciso construir uma grande unidade para barrar esse ataque a nossa classe, enquanto o governo se articula aqui ao lado para nos atacar, devemos nos preparar para fazer um contra-ataque” concluiu.

Os presentes também fizeram questão de lembrar que para o próximo ano a luta não será só contra o Acordo Coletivo Especial, mas também estará na pauta dos trabalhadores o combate ao fator previdenciário e a não substituição pelo fator 85/95. Uma outra luta encampada para 2013 é a anulação da reforma da previdência realizada pelo Governo Lula (PT), aprovada sob o uso do mensalão.

Ao final do ato, ficou marcada para março ou abril uma grande marcha à Brasília contra a retirada dos direitos trabalhistas.

Após a atividade os presentes se dividiram em dois grupos. O primeiro foi para rodoviária para fazer uma panfletagem sobre o ACE e o segundo foi à Câmara de Deputados fazer pressão para que a fórmula 85/95 não fosse votada pelos deputados como estava previsto na pauta da casa. A comitiva do SIMPERE participou da atividade da câmara.

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