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Candidatos apresentam suas propostas para educação aos professores do Recife

Como protagonista social de nossa cidade, o Sindicato dos Professores do Recife (Simpere) convocou um debate entre as candidatas e candidatos à prefeitura. O evento aconteceu na manhã da última quinta-feira (15), no auditório GII da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).

Em um show de democracia, o Simpere aprovou em suas instâncias internas todos os procedimentos para o debate, desde a convocação até as regras do evento, as quais foram submetidas à votação. Com o convite lançado a todos os postulantes, apenas Edilson Silva (PSOL) e Simone Fontana (PSTU) compareceram. A ausência dos demais candidatos foi sentida de forma negativa  pelos mais de 500 professores presentes na atividade.

Foi entregue aos candidatos presentes uma Carta de Compromisso com a Educação Pública do Recife, com 17 itens aprovados no Conselho de Delegados de Base dos professores, para que os mesmos assinassem comprometendo-se com as reivindicações da categoria.

 Antes do debate propriamente dito, Claudemir Francelino – Diretor de Formação do Simpere – apresentou o resultado da pesquisa sobre condições de trabalho e estudo nas Unidades Educacionais do Recife (UEs). Entre vários elementos trazidos no resultado da pesquisa, um dos que se destaca são os prédios das UES, dos quais 53% não foram planejados, ou seja, foram construídos de forma inadequada para receber os estudantes. Outro dado alarmante é o adoecimento da categoria, onde 58% já foi afastada por enfermidade, contra 25% que ainda não sofreu afastamento.

 

As Ausências

Frustrante: essa foi a sensação sentida no início do debate quando a professorada viu a mesa com apenas dois dos oito candidatos à prefeitura. Priscila Krause (DEM) e Pantaleão (PCO) haviam confirmado a presença no dia anterior, mas por motivos não informados não compareceram ao debate. Daniel Coelho (PSDB) tinha atividade de campanha em uma escola particular na zona sul da cidade e Carlos Augusto (PV) já tinha agenda no Porto Digital.

Geraldo Julio (PSB) disse que não iria ao debate e não mencionou os motivos, enquanto que João Paulo (PT), por sua vez, mandou uma carta onde explicava que só iria ao debate se o postulante do PSB comparecesse também.

Independente das justificativas, o fato é que as professoras e professores reagiram de forma negativa às ausências, pois entendiam que aquele era um local propício para um debate entre propostas para educação pública e com os participantes certos. Para Eunice Nascimento, Coordenadora Geral e mediadora do evento, as ausências não foram só uma falta de respeito, mas também uma hipocrisia, já que “todos os candidatos tem propostas para a educação em seu guias eleitorais, não havendo um que não diga que educação é prioridade, mas na hora de vir aqui colocar seus projetos para uma plateia que tem tudo a ver com a educação pública de nossa cidade, eles simplesmente dão as costas. Isso é não querer discutir de verdade com aqueles que fazem a educação do Recife”.

Apesar das ausências, o evento foi abrilhantado com o nível do debate entre os postulantes ao cargo de prefeito que se fizeram presentes: Edilson Silva (PSOL) e Simone Fontana (PSTU).

 

A carta de Compromisso com a educação pública da cidade

Em relação à Carta de Compromisso, a candidata Simone Fontana a assinou de imediato, frisando que as pessoas devem ser coerentes com o que elas defendem. Segundo Simone, “esses 17 itens são propostas pelas quais eu já venho lutando ao lado da categoria, então eu não poderia deixar de assinar esse compromisso. Eu tenho que defender isso mais do que nunca, porque nossa candidatura está à serviço das lutas”.

Edilson Silva assinou a Carta com a ressalva de que seja incluído mais um item  no documento, o qual prevê submeter essa carta a um amplo processo democrático na cidade do Recife para referendar essa medidas, “porque governar não é um ato de querer, governar é um ato de poder. Ou a gente tem força social e popular para implementar essas medidas aqui, ou a gente vai ser golpeado a exemplo do governo Dilma, porque existe uma coisa no mundo chamada Tribunal de Contas e Câmara de Vereadores  e se a gente não tiver força social não vamos conseguir implementar essas medidas”, concluiu o candidato do PSOL.

O Simpere parabeniza os candidatos presentes e toda a categoria, diretoria e funcionários que permitiram que esse evento fosse possível, trazendo assim o debate político necessário para os projetos educacionais da nossa Cidade.

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