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Mesa de abertura debate como enfrentar desafios e avançar a luta e a unidade dos trabalhadores

Por Redação CSP Conlutas

A abertura do 3º Congresso, nesta quinta-feira (12), resgatou o papel cumprido pela CSP-Conlutas no último período e discutiu sobre os caminhos para fortalecer a Central e avançar a luta dos trabalhadores. Membros da Secretaria da Executiva Nacional (SEN) expuseram suas perspectivas para os desafios a serem enfrentados no próximo período.

A exposição foi feita por Atnágoras Lopes (Sindicato da Construção Civil de Belém), Helena Silvestre (Movimento Luta Popular) e Amauri Fragoso (Andes-SN). Todos eles destacaram a necessidade de construção de uma nova Greve Geral no dia 10 de novembro e que as resoluções e discussões do 3º Congresso estendam-se para um plano de lutas que enfrente os ataques dos governos e em defesa dos direitos.

 

“Diante de um governo que goza de 3% de popularidade, cabe a nós transformar o ódio e a indignação em mais organização, em vias ocupadas, em comitês populares. Temos de nos orgulhar da peleja que fizemos em busca da unidade de ação por baixo com os comitês de luta e por cima enfrentando e pressionando a burocracia”, disse Atnágoras.

O dirigente citou os trabalhadores que saíram às ruas nas grandes mobilizações de 2017 e que terão um papel decisivo na construção de uma nova Greve Geral. Mas ressaltou também que este papel é de toda classe trabalhadora. “Não tem como sepultar o inimigo sozinho. Agir enquanto classe é o critério que nos dá a possibilidade de enfrentar a força do inimigo”, afirmou.

 

“Um elemento muito importante para a construção deste Congresso é a franqueza do debate político, como um espaço democrático para receber todas as diferenças. Assim como fizemos nestes 11 anos, faremos neste Congresso. É o elemento da democracia operária que permitirá a construção de um caminho em comum. O melhor caminho a ser tomado é o das ruas. Não cabe nas urnas o sonho da liberdade para a nossa classe”, concluiu.

Retrato do povo

Representando o Movimento Luta Popular, Helena Silvestre mostrou o desafio a ser enfrentado pela CSP-Conlutas: ser um retrato do povo que é oprimido, mas que também é de luta.

 

“Acreditamos que este é um patrimônio importante da nossa central. O trabalhador é um só. A primeira unidade que temos de construir é a unidade da classe trabalhadora. É preciso que um peão de fábrica se enxergue num sem-teto, e que o sem-teto se enxergue nos quilombos; que os LGBT se vejam a si mesmos na juventude. O desafio primeiro é que nossa classe se enxergue como uma só e enxergue quem são nossos inimigos para revolucionar nosso país”, disse Helena.

 

E completou: “somos bombardeados com a ideia de que seria preciso escolher o menos pior, que seria preciso se contentar com pouco, que seria melhor não mudar tudo”. A própria Helena apontou o caminho para acabar com essa imposição: “parecia impossível uma Greve Geral no Brasil, mas fizemos uma baita Greve Geral. Muitos setores estão sendo atacados e estão em luta. Nós estamos aqui para reconectar toda nossa luta com a possibilidade de revolucionar o país”.

 

Democracia operária

O dirigente do Andes-SN Amauri Fragoso saudou os lutadores e lutadoras que enfrentaram as mais variadas dificuldades para participar do 3º Congresso e, aqui, traçar um plano de ação.

 

”É necessário entender que a Central está em processo de construção e temos de aperfeiçoá-la. A CSP-Conlutas precisa a todo instante estar renascendo. Precisamos apontar para o que temos de fazer daqui pra frente. As diferenças podem ser resolvidas na democracia operária. A Central vai sair deste Congresso e dar um salto de qualidade para o enfrentamento à burguesia nacional”.

 

Amauri lembrou que, desde 1988, todos os governos retiraram direitos da classe trabalhadora e que é preciso entrar num novo ciclo de lutas, construindo unitariamente um plano de ação para enfrentar todos os ataques feitos contra os trabalhadores.

 

“Nós vamos pra luta sim. Alguns podem se sentir cansados, mas é nesta improbabilidade que poderemos derrubar o governo Temer e parte do Congresso Nacional e trazer a classe trabalhadora para a luta”

 

Regimento aprovado

Após a exposição da Secretaria Executiva Nacional, o plenário aprovou o Regimento Interno do 3º Congresso. Todo conteúdo foi lido pela mesa e votado pelos delegados e delegadas. O capítulo 1 do regimento trouxe o objetivo do evento: “discutir e deliberar acerca da situação política nacional e internacional; discutir o balanço político das iniciativas da Central e deliberar sobre o plano de ação para o próximo período; discutir sobre o processo de reorganização da classe trabalhadora e a necessidade de reafirmar a construção de uma alternativa sindical e popular, classista e construída desde a base; debater sobre os 100 anos da Revolução Russa e a atualidade de suas lições para o movimento sindical e popular, e, por fim, Estatuto e Direção.

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